disasterWednesday, August 26, 202610 sources

Avalanche de gelo de 600 metros causa inundações devastadoras na fronteira entre Nepal e Tibete, matando 157 no Nepal e 3 no Tibete

Uma avalanche de gelo de 600 metros de largura desprendeu-se de uma geleira na fronteira entre Nepal e Tibete, causando inundações catastróficas que mataram ao menos 157 pessoas no Nepal e 3 no Tibete. A onda de lama e água destruiu casas, pontes e infraestrutura, deixando mais de 800 desaparecidos. O Nepal e a China mobilizaram forças para resgate e assistência.

A avalanche, que caiu de uma altitude de 5.200 metros, atingiu o vale do rio Bhotekoshi, destruindo comunidades e infraestrutura. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) inicialmente registrou um terremoto de magnitude 4,4, mas posteriormente determinou que a atividade sísmica foi causada pela avalanche de gelo. O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, pediu que a nação permanecesse unida, enquanto o presidente chinês, Xi Jinping, mobilizou recursos para operações de resgate. As autoridades nepalesas reportaram 157 mortos e 579 desaparecidos, enquanto a China informou 3 mortos e 265 desaparecidos. O número de desaparecidos varia entre as fontes, com o Nepal reportando 579 e a China 265. A causa da inundação foi inicialmente atribuída a um deslizamento de terra provocado por um terremoto, mas essa hipótese foi descartada após análise de satélite e imagens de campo. Centenas de turistas, incluindo cidadãos da Índia, Estados Unidos, Reino Unido, Malásia, Coreia do Sul e Austrália, estão desaparecidos. A inundação afetou áreas comerciais e industriais, incluindo a região de Syaphrubesi, um ponto de partida para a rota de trekking de Langtang e para a peregrinação hindu a Kailash Mansarovar. A Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal informou que 14 projetos hidrelétricos, incluindo cinco em construção, foram afetados.

Where Sources Diverge

O número de mortos varia entre as fontes, com o Nepal reportando 157 mortos e a China 3, mas o número pode aumentar conforme as operações de resgate continuam.

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Ao menos 157 mortes no Nepal e três na China, mas há expectativa de que o número aumente.

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Ao menos 31 pessoas morreram no Nepal e outras centenas foram dadas como desaparecidas.

A causa da inundação foi inicialmente atribuída a um deslizamento de terra provocado por um terremoto, mas essa hipótese foi descartada após análise de satélite e imagens de campo.

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O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal, afirmou que a enxurrada foi decorrente de deslizamento de terra provocado por um terremoto.

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Especialistas sugeriram que a inundação pode ter sido provocada por uma avalanche de gelo que caiu no rio Lhende.

O número de desaparecidos varia entre as fontes, com o Nepal reportando 579 desaparecidos e a China 265.

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O Nepal registra 579 desaparecidos e a China, 265.

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O Conselho de Turismo do Nepal emitiu um comunicado apontando que até 384 turistas, incluindo 291 estrangeiros, foram dados como desaparecidos.

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IndependentGloboAug 27, 07:03 AM
Agência americana confirma que colapso de geleira provocou atividade sísmica e inundações no Nepal

O colapso de uma geleira provocou atividade sísmica e as enchentes "catastróficas" que atingiram áreas entre o Nepal e a região autônoma chinesa do Tibete, informou nesta quinta-feira o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A agência explicou que a atividade sísmica, inicialmente registrada como um terremoto, "foi na realidade um colapso glacial e um fluxo de detritos", que "provocou consequências catastróficas a jusante". ‘Meus familiares foram levados diante dos meus olhos’: Vítimas de inundação no Nepal narram desastre que deixou 160 mortos Mobilização: Inundação no Nepal acende alerta na Índia, e estado do país prepara distritos para possível cheia do rio Gandak Leia também: Piloto que testemunhou inundação que deixou 160 mortos no Nepal e Tibete diz ter visto ondas de até seis metros Ao menos 468 pessoas (393 deles estrangeiros) morreram e centenas estão desaparecidas, muitas delas turistas, no norte do Nepal e no vizinho Tibete, região autônoma da China, depois de águas de enchente correrem violentamente por vales de rios nesta quarta-feira, destruindo povoados na região da Cordilheira do Himalaia, a cadeia de montanhas mais alta do mundo. Imagens captadas por câmeras de segurança, drones e populares, divulgadas pela polícia do Nepal , pela mídia estatal chinesa e nas redes sociais, revelam a extensão da destruição provocada. Em um compilado de vídeos que mostra as imediações da cidade tibetana de Porto Gyirong, na fronteira com o Nepal, é possível ver pessoas a pé, tentando escapar da torrente de água, lama e destroços, que invade a região carregando automóveis e construções. Edifícios de uma área comercial ficaram soterrados. Do lado nepalês, registros mostraram a cheia dos rios arrastando casas em seu percurso no distrito de Rasuwa e em outras regiões perto da capital, Katmandu. Inicialmente, o ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal, afirmou que as inundações teriam ocorrido não por chuvas torrenciais, mas após um rio transbordar por um deslizamento de terra provocado por um terremoto, citando que Serviço Geológico dos EUA tinha registrado um sismo de magnitude 4,4. A hipótese foi descartada posteriormente, quando o USGS afirmou que foi a avalanche que liberou a energia sísmica. Pontes e estradas destruídas Milhares de pessoas vivem nos povoados às margens de rios do Nepal, incluindo na parte baixa do curso das águas em relação às áreas atingidas pela cheia. Autoridades não apresentaram estimativas quanto à extensão dos danos materiais, mas mencionaram que a força das águas arrastou ao menos 19 pontes e 40 km de estradas. Em uma cena gravada no distrito de Dhading, a norte da capital, é possível ver o momento em que uma ponte é levada pela água. A Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal informou que 14 projetos hidrelétricos, incluindo cinco em construção, foram afetados. Sessenta trabalhadores envolvidos nas construções estão desaparecidos. Enxurrada derruba ponte no distrito de Dhading, no Nepal O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, convocou uma reunião urgente da agência de gestão de desastres do país e anunciou o encaminhamento dos trabalhos coordenados com equipes médicas, de busca e da Cruz Vermelha. Em uma mensagem ao público via redes sociais, o jovem premier de 36 anos pediu união para enfrentar o momento de crise aguda. "A dor e a perda que vocês sofreram não são pequenas. Mas quero assegurar-lhes que não estão sozinhos neste momento difícil. O Estado está com vocês, com todos os seus meios e recursos", afirmou Shah em um comunicado publicado nas redes sociais. "Por favor, tenham paciência. O governo assume total responsabilidade pelo resgate, tratamento, alimentação e abrigo de vocês."

IndependentGloboAug 27, 07:00 AM
Geleiras derretendo: Desastre na fronteira do Nepal e Tibete acende alerta sobre os riscos de um Himalaia em transformação

A enorme inundação que deixou um rastro de destruição na fronteira entre o Nepal e o Tibete (território sob domínio da China), no Himalaia, ocorreu em uma região que já passa por uma transformação acelerada provocada pelo aquecimento do planeta. Embora ainda não se saiba ao certo as causas e nem se é possível afirmar que as mudanças climáticas tenham alguma relação direta com o desastre— que deixou mais de 160 mortos e centenas de desaparecidos —, o episódio chama atenção para o derretimento acelerado das geleiras do Himalaia e sobre como isso pode modificar e aumentar determinados riscos em uma região. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

IndependentGloboAug 26, 11:45 PM
Piloto que testemunhou inundação que deixou 160 mortos no Nepal e Tibete diz ter visto ondas de até seis metros

Cerca de cinco minutos antes de pousar, o piloto de helicóptero Aman Budathoki viu poeira subir do rio, perto da fronteira entre Nepal e Tibete, território autônomo da China. A princípio, pensou que se tratasse de um deslizamento de terra. Em questão de segundos, porém, ele viu águas escuras avançarem, carregando detritos e se misturando à água limpa. Contexto: Inundações deixam mortos e desaparecidos no Nepal; deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete chinês Quer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países — Chegamos até a imaginar se o Exército estava usando explosivos para construir estradas — disse ele à rede de TV CNN. — [Mas depois vi] ondas de água de cinco a seis metros de altura. Começamos a sobrevoar as aldeias da região e pudemos ver grandes árvores, além de alguns veículos, sendo arrastados pela correnteza. Foi uma situação muito assustadora. Chegamos até a tentar acompanhar a inundação por algum tempo, apenas para avaliar os danos que ocorriam. Nunca vi a força da natureza se manifestar assim. A enorme inundação repentina atingiu nesta quarta-feira a região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, sob domínio da China. Por enquanto, estão confirmadas ao menos 157 mortes no Nepal e três na China, mas há expectativa de que o número aumente, já que o Nepal registra 579 desaparecidos e a China, 265 — ainda não está claro, porém, se há sobreposição entre esses números, já que os trabalhos de resgate ainda estão em andamento e ainda não está clara toda a extensão da tragédia. O Nepal atrai muitos visitantes por suas trilhas de caminhada, e o Ministério da Cultura, Turismo e Aviação Civil informou que cerca de 403 turistas, 341 deles estrangeiros, continuavam sem ser localizados. A Agência de Turismo do Nepal informou que, entre esse grupo, estavam 142 indianos e viajantes dos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Malásia, Países Baixos, Portugal, África do Sul e Coreia do Sul. Aldeias inteiras David Fisher, diretor da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) no Nepal, afirmou que “aldeias inteiras e áreas de mercados foram arrasadas”. A organização disse que está enviando suprimentos de emergência, entre eles cobertores, kits de primeiros socorros, macas e sacos para cadáveres. ‘Meus familiares foram levados diante dos meus olhos’: Vítimas de inundação no Nepal narram desastre que deixou 160 mortos A causa das inundações ainda não está clara. Inicialmente, o chanceler do Nepal, Shishir Khanal, afirmou que as inundações teriam sido decorrentes de um deslizamento de terra provocado por um terremoto, citando que o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês) tinha registrado um terremoto de magnitude 4,4. A hipótese, no entanto, foi descartada horas depois, quando o USGS afirmou que a leitura do tremor na verdade deveria ser atribuída à energia sísmica liberada por uma avalanche. A agência nepalesa de gestão de desastres informou que dados de satélite da Planet Labs indicavam que um “deslizamento de neve e rochas” na fronteira entre Nepal e China poderia ter causado as inundações. A tragédia — a mais devastadora no Nepal desde o terremoto de 2015 —, deixou a nação “chocada e angustiada”, segundo o premier nepalês, Balendra Shah. Em publicação nas redes sociais, ele disse estar com o “coração profundamente pesado”, classificando o desastre como “devastador” e indicando que o país ficou “chocado e consternado”: “O inesperado golpe desta catástrofe natural mergulhou muitos de nossos irmãos, irmãs e crianças pequenas em uma profunda dor”, escreveu. Risco de nova cheia As inundações e os deslizamentos de terra são frequentes durante a temporada de monções, no verão do Hemisfério Norte, no Nepal e em todo o sul da Ásia. Segundo cientistas, as mudanças climáticas aumentam a intensidade e a frequência desse tipo de fenômeno. Entenda: Bloco de gelo com 600 metros de largura que despencou de geleira pode ser causa de inundações no Nepal, dizem cientistas Qianggong Zhang, responsável pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD) encarregado dos riscos climáticos e ambientais, alertou para a possibilidade de uma segunda cheia. As preocupações também foram elevadas na Índia, onde alertas sobre uma possível alta no nível do rio Gandak, no estado indiano de Bihar, foram emitidos. Autoridades estaduais reforçaram os preparativos nos distritos considerados mais vulneráveis. — Como ainda há um bloqueio na parte alta do rio que faz fronteira entre Nepal e China, as autoridades alertam que uma segunda cheia pode ocorrer — declarou à AFP. Enquanto isso, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou, segundo a CCTV, que “a tarefa mais urgente é fazer todo o possível para procurar e resgatar as pessoas desaparecidas (...), atender rapidamente os feridos e reduzir ao mínimo o número de vítimas”. (Com AFP)

IndependentGloboAug 26, 10:38 PM
‘Meus familiares foram levados diante dos meus olhos’: Vítimas de inundação no Nepal narram desastre que deixou 160 mortos

Pelo menos 160 pessoas morreram nesta quarta-feira após uma enchente avançar violentamente por vales de rios na região da fronteira entre Nepal e China. Edifícios foram soterrados e destruídos, desencadeando uma busca frenética para encontrar sobreviventes em meio aos escombros. Centenas de pessoas, incluindo turistas estrangeiros, estão desaparecidas. A tragédia — a mais devastadora no Nepal desde o terremoto de 2015 —, deixou a nação “chocada e angustiada”, segundo o premier nepalês, Balendra Shah. Contexto: Inundações deixam mortos e desaparecidos no Nepal; deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete chinês Quer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp “Hoje venho até vocês com o coração profundamente pesado. A devastadora inundação que atingiu repentinamente o rio Bhotekoshi, em Rasuwa, causando enormes perdas humanas e materiais, deixou todo o país chocado e profundamente consternado. O inesperado golpe desta catástrofe natural mergulhou muitos de nossos irmãos, irmãs e crianças pequenas em uma profunda dor”, escreveu o premier nas redes sociais. À BBC, Kalpana Malla, moradora do distrito de Nuwakot, no Nepal, disse que seu pai, mãe, irmã e os filhos de sua irmã foram todos levados pela água diante de seus olhos. Ela e o filho, Sugam Malla, sobreviveram após subir no telhado de uma casa. Antes disso, ele havia dado o telefone à irmã “para que ela ficasse em segurança e pudesse entrar em contato para pedir ajuda”, disse, acrescentando que não consegue falar com ela. — O celular está desligado. Estou preocupado que ela tenha sido levada pela água — disse Sugam. Entenda: Bloco de gelo com 600 metros de largura que despencou de geleira pode ser causa de inundações no Nepal, dizem cientistas Sonan Dorjee, um guia de trekking para turistas internacionais que mora na vila de Rasuwa Syafru Besi, no distrito de Rasuwa, disse à BBC que o local foi atingido pela inundação às 9h no horário local. Ele havia saído uma hora antes para dirigir até Katmandu para uma visita que já estava planejada, mas sua irmã, Dechen Tamang, está desaparecida, assim como o marido dela e outros familiares. Enquanto se afastava da vila, disse, ele ouviu “os sons da inundação”. — Parece um terremoto. Minha casa desabou, eu vi uma foto — disse ele, descrevendo o fenômeno como “repentino e devastador”. — Muitos sobreviventes agora estão sem casa e precisam de resgate e retirada de emergência, além de comida, acomodação temporária e assistência médica. Espero que minha irmã seja encontrada com vida. Sobreviventes cobertos de lama são resgatados de casas atingidas por deslizamento no Nepal Mais cedo, a polícia do Nepal publicou uma lista de algumas das vítimas das inundações que estão recebendo tratamento em diferentes hospitais. Foram divulgados detalhes de 29 pessoas, incluindo um bebê de apenas três meses, que estaria em condição “normal”. Duas crianças de três anos e adolescentes de apenas 12 e 14 anos também aparecem na lista. Não está claro quantas pessoas ficaram feridas e quantas estão internadas. A lista também inclui detalhes dos ferimentos. Alguns pacientes apresentam hematomas ou arranhões “por todo o corpo”, enquanto outros sofreram ferimentos na cabeça. Vários são descritos como “incapazes de falar”. Segundo o premier, mais de 250 pessoas foram resgatadas por meio de helicópteros do Exército, e pelo menos 100 leitos foram reservados em hospitais de Katmandu. Equipes médicas e de resgate também foram “rapidamente mobilizadas”. — Não era água. Era uma enorme torrente de lama vindo diretamente em nossa direção. À medida que se aproximava, subia cada vez mais — disse Keshav Prasad Baral, de 68 anos, à Reuters, acrescentando que o helicóptero chegou para resgatá-lo quatro ou cinco horas depois, mas que ele não conseguiu localizar sua esposa. — Tentei segurar a mão dela e levá-la para o terraço, mas ela foi levada pela lama. Ela se foi. Enchente no Nepal: Ponte desmorona e é carregada por força da água durante tragédia; veja vídeo ‘Não sobrou nada’ Ainda assim, o Ministério da Cultura, Turismo e Aviação Civil do Nepal informou que cerca de 403 turistas, 341 deles estrangeiros, continuam sem ser localizados. Entre esse grupo estão americanos, indianos, malaios, britânicos e um australiano, além de 62 viajantes nepaleses. Na mesma publicação nas redes, o primeiro-ministro do Nepal fez um apelo à união, pedindo “paciência” à população enquanto o governo assume a responsabilidade pelos resgates. “Quero assegurar a vocês que não estão sozinhos nestes momentos difíceis: o Estado está com vocês, com todos os seus meios e recursos”, escreveu. “Tenham paciência. O governo assume toda a responsabilidade por seu resgate, atendimento médico, alimentação e acomodação. Em momentos de uma catástrofe como esta, devemos permanecer unidos”. A inundação atingiu Syabrubesi, ponto de partida da popular rota de trekking de Langtang, assim como outras áreas utilizadas por viajantes para a peregrinação hindu a Kailash Mansarovar. Em imagens compartilhadas pela polícia do Nepal, era possível ver um rio transbordado arrastando várias casas no distrito de Rasuwa. Em outra imagem, feita pela AFP, era possível ver uma residência cercada de lama. — Vi as águas levarem oito ou nove caminhões, além de casas e pessoas — disse Suman Chalise, um professor de 34 anos, na localidade nepalesa de Nuwakot. — Foi absolutamente devastador, uma destruição de tal magnitude que nunca havia visto nada parecido. Entenda: Deslizamento de terra na fronteira entre China e Nepal atingiu um dos maiores centros de comércio entre os dois países Um porta-voz da polícia disse à AFP que as autoridades ainda desconheciam a extensão dos danos, mas afirmou que haviam alertado as pessoas que estavam perto das margens do rio “para que se afastassem”. Raju Bhadel, 56, contou que recebeu uma ligação do cunhado durante a manhã. Eles choravam porque a casa havia sido destruída, disse ele, acrescentando que três membros de sua família foram resgatados, mas que seu irmão continua desaparecido. Outra mulher, Goma Pandit, diz que perdeu seus búfalos e todo o seu outro gado. — Minha terra agrícola também foi levada pela água. Dez sacos de sementes de mostarda, toneladas de milho e arroz em casca desapareceram. Não sobrou nada. ‘Numerosas vítimas’ Este já é o desastre mais devastador no Nepal desde o terremoto de 2015, que deixou quase 9 mil mortos. Autoridades dizem que houve uma enorme perda de vidas e danos materiais, sem apresentar uma estimativa clara. Vários povoados nos distritos de Rasuwa e Nuwakot, às margens do rio Bhotekoshi, estão entre os mais afetados. São áreas pouco povoadas, mas suas estradas funcionam como uma importante rota para o comércio entre Nepal e China. Infraestruturas essenciais, incluindo usinas hidrelétricas, rodovias e pontes na região, foram destruídas. Milhares de turistas, incluindo cidadãos indianos, atravessam essa região para fazer a viagem até Kailash Mansarovar, localizado no Tibete. Todos os anos, durante o festival hindu local de Janai Purnima, centenas de peregrinos nepaleses visitam Gosaikunda, situado dentro de um parque nacional na região, para prestar culto, publicou a BBC. Veja: Vídeos mostram operação de resgate em áreas atingidas por enchentes no Nepal durante busca por desaparecidos Os meios de comunicação estatais chineses informaram sobre “numerosas vítimas” após a catástrofe e, posteriormente, divulgaram um balanço preliminar de três mortos e 265 desaparecidos. Até o momento, não está claro se há alguma sobreposição entre os números chineses e os anunciados pelo Nepal, já que a emissora estatal chinesa CCTV informou que os dados concretos sobre as vítimas ainda estão sendo verificados. Enquanto isso, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou, segundo a CCTV, que “a tarefa mais urgente é fazer todo o possível para procurar e resgatar as pessoas desaparecidas (...), atender rapidamente os feridos e reduzir ao mínimo o número de vítimas”. (Com AFP)

IndependentGloboAug 26, 09:53 PM
Bloco de gelo com 600 metros de largura que despencou de geleira pode ser causa de inundações no Nepal, dizem cientistas

As inundações mortais que atingiram o Nepal nesta quarta-feira provavelmente foram provocadas, ao menos em parte, pelo desprendimento de um enorme bloco de gelo de uma geleira, que despencou milhares de metros até o vale abaixo, segundo uma avaliação inicial feita por um grupo de geólogos e glaciologistas. O fenômeno é conhecido como avalanche de gelo. Inundação no Nepal: O que se sabe sobre avalanche, mortes e centenas de desaparecidos na fronteira com a China Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países — Parece que uma geleira na região basicamente se desprendeu de forma repentina, permitindo que ela caísse pouco mais de um quilômetro na vertical até o fundo do vale — explica Daniel Shugar, geólogo da Universidade de Calgary, no Canadá, que analisou imagens de satélite para entender o que aconteceu. — O fundo parece o local onde uma bomba explodiu; são apenas depósitos da geleira que se despedaçou. Initial plugin text Mas, segundo ele, ainda é cedo para descartar outros possíveis fatores por trás da inundação repentina. Centenas de pessoas estão desaparecidas no Nepal e no território chinês do Tibete depois que as águas das enchentes avançaram pelos vales dos rios na manhã de quarta-feira. O aumento das temperaturas provocado pelas mudanças climáticas pode ter acelerado o colapso da geleira, disseram os cientistas, mas acrescentaram que ainda é cedo para determinar uma causa precisa. Em todo o Himalaia, que está aquecendo rapidamente, o derretimento das geleiras está criando novas condições perigosas para que avalanches e terremotos provoquem destruição ao liberar enormes volumes de água. Entenda: Avalanche liberou energia sísmica, e não houve terremoto antes de inundação letal na fronteira de Nepal e China, diz agência dos EUA; veja vídeos da destruição Na quarta-feira, um bloco de gelo com cerca de 600 metros de largura se desprendeu de forma limpa da geleira, segundo Shugar, enviando uma mistura de gelo e água para o fundo do vale. De acordo com sua avaliação, o bloco caiu 1.200 metros ao despencar de uma altitude de cerca de 5.200 metros. — É um enorme bloco de gelo armazenado em uma região elevada da montanha, com uma quantidade gigantesca de energia potencial — diz Simon Cook, glaciologista da Universidade de Dundee, na Escócia, que também participou da análise das imagens de satélite. Quando o bloco se desprende, acrescenta, a força da queda pulveriza o gelo, transformando-o em uma mistura perigosa que se move em alta velocidade. — O gelo simplesmente é pulverizado e vira água. Britânicos, americanos e holandês: saiba as nacionalidades dos turistas desaparecidos nas enchentes no Nepal Segundo a análise do grupo, o fluxo de gelo avançou para noroeste pelo vale em direção ao rio Bhote Koshi, na fronteira entre o Nepal e o território chinês do Tibete. Cook diz que a avalanche de gelo lembrou um episódio semelhante ocorrido na Índia em 2021, quando uma geleira do Himalaia se rompeu e provocou grandes inundações no estado indiano de Uttarakhand, no norte do país, matando mais de 100 pessoas. Veja: Vídeos mostram operação de resgate em áreas atingidas por enchentes no Nepal durante busca por desaparecidos Kristen Cook, geomorfóloga da Universidade Grenoble Alpes, na França, afirma que instrumentos sísmicos locais indicaram que uma grande massa se deslocou repentinamente morro abaixo na região por volta das 8h40, no horário local (cerca de 1h em Brasília). Logo depois, houve um “sinal de fluxo”, que indica uma inundação. — Vejo um sinal bastante forte no início do evento, mas ele não parece ser um terremoto — afirma. — Quando combinamos isso com o que sabemos sobre a região e com as imagens de satélite, chegamos à interpretação preliminar de que provavelmente se tratou de uma avalanche de rocha e gelo que se transformou em um fluxo à medida que avançava rio abaixo. Veja fotos das inundações no Nepal O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) inicialmente registrou um terremoto de magnitude 4,4 na região naquele momento. Mas, posteriormente, a agência determinou que o próprio deslizamento de terra havia provocado um sinal sísmico que foi registrado como um terremoto. Em seu site, o USGS informou que a força do deslizamento correspondeu a uma magnitude de 5,2. Leia também: Inundação no Nepal acende alerta na Índia, e estado do país prepara distritos para possível cheia do rio Gandak Embora os dados meteorológicos completos ainda não estejam disponíveis, Shugar diz que imagens de satélite mostram uma redução da cobertura de neve ao longo do dia anterior, indicando temperaturas mais altas que podem ter derretido a geleira e contribuído para a avalanche de gelo. De acordo com Shugar, as condições de céu encoberto fizeram com que as imagens de satélite mais recentes permanecessem incompletas, e que a compreensão dos cientistas sobre a causa das inundações ficará mais clara nos próximos dias. Inundação no Nepal: Ponte desmorona e é carregada por força da água durante tragédia; veja vídeo Ele também ressalta que ainda é cedo para descartar outros fatores que possam ter contribuído para o desastre. — A quantidade de água nos vídeos é impressionante, uma ordem de grandeza maior do que a de outros desastres glaciais recentes desse tipo — observa. — É muito possível que exista outro fator responsável aqui.

IndependentGloboAug 26, 07:45 PM
Inundação no Nepal acende alerta na Índia, e estado do país prepara distritos para possível cheia do rio Gandak

Uma inundação repentina de grandes proporções originada na fronteira entre o Tibete e o Nepal nesta quarta-feira elevou as preocupações sobre uma possível alta no nível do rio Gandak, no estado indiano de Bihar. Diante do risco, autoridades estaduais reforçaram os preparativos nos distritos considerados mais vulneráveis à chegada de uma onda de inundação. Contexto: Inundações deixam mortos e desaparecidos no Nepal; deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete chinês Quer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp O governo de Bihar colocou vários distritos em alerta e advertiu sobre a possibilidade de uma onda de inundação de cerca de três metros entrar no rio Gandak. As autoridades determinaram que as administrações distritais monitorem os níveis dos rios, os diques, as pontes e as áreas baixas, além de manterem preparados os mecanismos de retirada e de assistência. Os distritos que enfrentam o risco mais imediato são West Champaran, East Champaran, Gopalganj e Saran, diretamente ou estreitamente conectados ao sistema do rio Gandak. Muzaffarpur e Vaishali também foram colocados em estado de vigilância reforçada devido à possibilidade de as águas da inundação se espalharem para áreas rio abaixo. Sitamarhi e Sheohar também foram identificados como distritos vulneráveis que exigem preparação. Segundo as informações disponíveis, porém, o impacto efetivo dependerá do volume e do momento em que a água chegará a Bihar. West Champaran deverá estar entre os primeiros distritos do estado a sentir os efeitos, já que o Gandak entra em Bihar vindo do Nepal pela região de Valmikinagar. Inudação no Nepal: O que se sabe sobre avalanche, mortes e centenas de desaparecidos A partir de Valmikinagar, o Gandak atravessa as planícies do norte em direção a Gopalganj, Saran e distritos vizinhos. Um aumento acentuado da vazão pode pressionar os diques e os assentamentos localizados em áreas baixas ao longo do rio. O risco para Bihar está relacionado à dinâmica dos rios que atravessam a fronteira entre Nepal e Índia. A inundação repentina atingiu o rio Bhote Koshi, no distrito nepalês de Rasuwa, por volta das 9h, no horário local, e arrastou casas, estradas, pontes e infraestrutura hidrelétrica. Os rios Bhote Koshi e Trishuli, importantes afluentes do sistema dos rios Narayani-Gandak, registraram fortes elevações nos níveis de água, provocando grandes danos no norte de Rasuwa. Segundo o Departamento Meteorológico da Índia (IMD), a onda de inundação avança rapidamente rio abaixo. O órgão alertou para a possibilidade de elevação dos níveis de água ao longo do sistema fluvial nas próximas 24 horas e para possíveis impactos sobre comunidades localizadas rio abaixo. O alerta é especialmente relevante para Bihar porque o rio Narayani entra na Índia e passa a ser chamado de Gandak, um dos principais rios que atravessam o norte do estado. Uma elevação repentina da vazão no Nepal pode, portanto, provocar uma rápida subida dos níveis de água rio abaixo, especialmente nas áreas próximas ao Gandak e a seus afluentes. Autoridades indianas também orientaram os moradores a permanecerem atentos diante dos alertas de inundação do Gandak. Medidas como monitoramento de diques, patrulhamento noturno e mobilização de equipes de emergência foram adotadas em vários distritos de Bihar. A Cruz Vermelha informou que os preparativos foram intensificados e que equipes de emergência seriam mobilizadas para três distritos.

IndependentGloboAug 26, 07:27 PM
Enchente no Nepal: Ponte desmorona e é carregada por força da água durante tragédia; veja vídeo

As enchentes repentinas registradas nesta quarta-feira no Nepal provocaram uma extensa destruição, que as autoridades do país encravado no Himalaia ainda tentam quantificar. Imagens compartilhadas nas redes sociais captaram o momento exato em que as águas do rio Trishuli carregam uma ponte no distrito de Dhading, a norte de Katmandu. Pelo menos 19 pontes para veículos e 40 quilômetros de estradas foram levados pela força da água. Para entender: Inundações deixam mortos e centenas de desaparecidos no Nepal, enquanto deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete chinês Quer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países Na sequência de imagens é possível ver uma grande quantidade de detritos comprimida contra a ponte. O volume de água está quase superando o nível da estrutura, quando ela cede à força das águas e se despedaça. Enxurrada derruba ponte no distrito de Dhading, no Nepal Por enquanto, estão confirmadas ao menos 157 mortes no Nepal e três na China, mas há expectativa de que o número aumente, já que o Nepal registra 579 desaparecidos e a China, 265 — ainda não está claro, porém, se há alguma sobreposição entre esses números, já que os trabalhos de resgate ainda estão em andamento e ainda não está clara toda a extensão da tragédia. O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, pediu que a nação permanecesse unida após a tragédia, e prometeu ajudar os afetados. "A dor e a perda que vocês sofreram não são pequenas. Mas quero assegurar-lhes que não estão sozinhos neste momento difícil. O Estado está com vocês, com todos os seus meios e recursos", afirmou Shah em um comunicado publicado nas redes sociais. "Por favor, tenham paciência. O governo assume total responsabilidade pelo resgate, tratamento, alimentação e abrigo de vocês". Initial plugin text As inundações provavelmente foram provocadas, ao menos em parte, pelo desprendimento de um enorme bloco de gelo de uma geleira, que despencou milhares de metros até o vale abaixo, segundo uma avaliação inicial feita por um grupo de geólogos e glaciologistas. O fenômeno é conhecido como avalanche de gelo. As autoridades ainda não estimaram a extensão dos danos materiais, mas disseram que pontes, escolas e projetos hidrelétricos foram levados pelas águas. A Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal informou que 14 projetos hidrelétricos, incluindo cinco em construção, foram afetados. Sessenta trabalhadores envolvidos nas construções estão desaparecidos. Imagens compartilhadas das operações de resgate também mostraram militares e voluntários retirando pessoas debilitadas de casas cobertas por lama. Um balanço das autoridades citou um total de 114 pessoas resgatadas nas primeiras horas de operação. Sobreviventes cobertos de lama são resgatados de casas atingidas por deslizamento no Nepal

IndependentGloboAug 26, 04:51 PM
Inundação no Nepal: O que se sabe sobre avalanche, mortes e centenas de desaparecidos na fronteira com a China

Uma enorme inundação repentina atingiu nesta quarta-feira a região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, território sob domínio da China. Ao menos 31 pessoas morreram e centenas foram dadas como desaparecidas, muitas delas turistas, depois que a enchente avançou violentamente pela região, destruindo casas, estradas, pontes e estruturas de energia. Equipes de resgate estão mobilizadas dos dois lados da fronteira em busca de sobreviventes. Contexto: Inundações deixam mortos e desaparecidos no Nepal; deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete chinês Quer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Veja, abaixo, o que se sabe sobre o ocorrido: O que aconteceu? Uma inundação repentina atingiu o rio Bhotekoshi, no norte do Nepal, por volta das 9h desta quarta-feira, no horário local (cerca de 1h em Brasília). A água avançou rapidamente pelo distrito de Rasuwa, próximo à fronteira com o Tibete, destruindo comunidades e infraestrutura local. As autoridades ainda não estimaram a extensão dos danos materiais, mas disseram que pontes, escolas e projetos hidrelétricos foram levados pelas águas. Uma das hipóteses levantadas por especialistas é que uma avalanche de gelo e rochas tenha bloqueado o rio Lhende Khola, um afluente do Bhotekoshi, provocando uma onda repentina de água rio abaixo. Sarthak Shrestha, analista de sensoriamento remoto e geoinformação do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), sediado em Katmandu, disse que uma avaliação preliminar não identificou anomalias no lado chinês da fronteira. Segundo ele, a hipótese é de que uma avalanche de rochas e gelo tenha ocorrido no Nepal, bloqueado o rio Lhende e provocado a inundação em cascata. Há também relatos de que um terremoto de magnitude 4,4 teria ocorrido na região pouco antes da inundação e poderia ter provocado a avalanche. A relação entre os fenômenos, no entanto, ainda está sendo investigada. Quantas pessoas morreram? Segundo as informações reunidas pelas autoridades nepalesas, o número de mortos chegou a 31 no Nepal. Também foram confirmadas 93 pessoas feridas. O número de vítimas, porém, ainda pode mudar, já que as operações de busca e resgate continuam. No lado tibetano, autoridades chinesas informaram que houve “grandes baixas” após um deslizamento de terra atingir a região do porto de Gyirong. O número exato de mortos ainda não foi divulgado. Quantas pessoas estão desaparecidas? No Nepal, 384 turistas foram dados como desaparecidos, sendo 291 estrangeiros e 93 nepaleses. Entre os estrangeiros estão cidadãos da Índia, Estados Unidos, Reino Unido, Malásia, Coreia do Sul e Austrália. Autoridades do conselho de turismo do Nepal disseram que muitos dos desaparecidos provavelmente eram turistas indianos ou integrantes da diáspora indiana que estavam em peregrinação ao monte Kailash, no Tibete. Também estão desaparecidos cidadãos sul-coreanos que trabalhavam na construção de uma usina hidrelétrica no Nepal. O Ministério das Relações Exteriores da Malásia informou que sua embaixada em Katmandu recebeu relatos de agências de viagem de que havia perdido contato com 11 malaios que se acredita estarem no distrito de Rasuwa. Entenda: Terremoto seguido de avalanche seria causa de enchentes letais no Nepal, dizem autoridades No Tibete, autoridades chinesas também relataram pessoas desaparecidas na região de Gyirong, mas ainda não divulgaram um balanço definitivo. Onde houve danos? O distrito de Rasuwa foi uma das áreas mais atingidas. A inundação afetou comunidades ao longo do rio Bhotekoshi, incluindo Syaphrubesi, Betrawati, Mailung, Salletar, Shantibazar, Pairebesi, Khalti Basti, Sole, Trishuli e Battar. Áreas comerciais, especialmente Syaphrubesi, sofreram alguns dos danos mais graves. No distrito de Nuwakot, dezenas de edifícios de vários andares, caminhões e vans ficaram soterrados sob grandes quantidades de lama. A inundação também atingiu estradas, pontes e projetos hidrelétricos. Do lado chinês da fronteira, um grande deslizamento atingiu a região do porto de Gyirong, importante passagem comercial entre a China e o Nepal. A emissora estatal chinesa CCTV informou que o desastre provocou “grandes baixas” e desaparecidos no porto de Gyirong. Imagens divulgadas pela emissora mostraram água correndo e carregando galhos de árvores e detritos, além de uma estrada inundada. As autoridades de trânsito de Shigatse disseram que as estradas da região estavam sob risco de novos deslizamentos e inseguras para a passagem. O desastre também interrompeu estradas, comunicações e o fornecimento de energia na região fronteiriça. Há agentes de segurança desaparecidos? Nove agentes da Força Policial Armada, mobilizados em Timure, perto da fronteira entre Nepal e China, foram dados como desaparecidos depois que a inundação atingiu a região por volta das 9h. Abi Narayan Kafle, porta-voz da Polícia do Nepal, disse que o Escritório de Polícia da Área de Timure, o posto policial de Syaphrubesi e o posto policial de Rasuwagadhi também foram danificados. Até onde a inundação avançou? A Divisão de Previsão de Inundações do Nepal informou que a água entrou no Bhotekoshi pelo lado tibetano da fronteira e chegou à região de Galchhi, no distrito de Dhading, na tarde de quarta-feira. A previsão era de que a inundação chegasse a Muglin dentro de algumas horas. As autoridades pediram aos moradores que vivem ao longo do rio Trishuli que deixassem áreas vulneráveis e regiões comerciais e se deslocassem para terrenos mais elevados. Moradores de vários distritos também foram orientados a permanecer longe das margens dos rios Bhotekoshi, Trishuli e Narayani. Como está sendo feito o resgate? O Exército do Nepal mobilizou dois helicópteros inicialmente para as operações de busca e resgate. Posteriormente, 15 helicópteros foram mobilizados para as operações. Um porta-voz do Exército disse que 88 sobreviventes da inundação haviam sido resgatados até o momento. Tropas também tentavam resgatar outras 115 pessoas do vilarejo de Mailung. O governo mobilizou o Exército do Nepal, a Força Policial Armada e a Polícia do Nepal para as operações de resgate e assistência, com agentes adicionais sendo enviados de outros distritos. A Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres foi acionada. Equipes médicas, escoteiros e a Cruz Vermelha também foram convocados para coordenar os esforços de assistência. Mais ambulâncias e profissionais de saúde estão sendo mobilizados. O governo pediu ajuda a outros países? Sasmit Pokharel, porta-voz do governo nepalês, disse que o Nepal pediu ajuda à Índia e à China nos esforços de resgate. O primeiro-ministro Balendra Shah também convocou uma reunião para discutir as inundações e a resposta do governo. Uma reunião de emergência estava em andamento no Ministério do Interior. O que ainda não está claro? As autoridades ainda não haviam estabelecido o horário exato em que a inundação começou nem confirmado oficialmente o que a provocou. Sanjeev Adhikari, meteorologista da Divisão de Previsão de Inundações, disse que a inundação não parecia ter sido causada por fortes chuvas no próprio distrito de Rasuwa. Segundo ele, imagens de satélite mostraram chuvas significativas no lado tibetano da fronteira. Especialistas do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas, por sua vez, afirmam que uma avalanche de uma geleira provavelmente provocou a inundação. As mesmas regiões atingidas pelo desastre desta quarta-feira registraram inundações repentinas semelhantes em agosto do ano passado. Na ocasião, um lago glacial no vizinho Tibete transbordou devido às altas temperaturas na região montanhosa. Nove pessoas morreram e infraestruturas essenciais, incluindo uma ponte que liga o Nepal à China, foram danificadas. Por que a região do Himalaia é tão vulnerável? A região do Himalaia, que inclui o Nepal e vários países próximos, entre eles a Índia, é especialmente vulnerável a chuvas intensas, inundações e deslizamentos de terra. Segundo especialistas, a região está esquentando mais rapidamente do que o restante do mundo devido às mudanças climáticas provocadas pela atividade humana. Pesquisas mostram que eventos climáticos extremos, incluindo ondas de calor e chuvas intensas, assim como o derretimento das geleiras, tornaram-se mais frequentes na região. Pesquisadores em Katmandu descobriram no início deste ano que as geleiras de toda a região do Hindu Kush-Himalaia estão derretendo em ritmo acelerado. As taxas de perda de gelo dobraram desde 2000, principalmente devido ao aumento das temperaturas globais e às mudanças climáticas.

IndependentGloboAug 26, 04:25 PM
Vídeos mostram operação de resgate em áreas atingidas por enchentes no Nepal durante busca por desaparecidos; veja

As Forças Armadas do Nepal e equipes especializadas do Corpo de Bombeiros e da polícia estão realizando buscas por sobreviventes dos deslizamentos de terra e enchentes que mataram ao menos 31 pessoas e deixaram centenas de desaparecidos nesta quarta-feira. Cidades localizadas na beira de alguns dos principais rios do país foram cobertas por uma onda de lama. Imagens divulgadas pelos oficiais mostram o trabalho em solo. Previsão impossível: Tornados, terremotos e erupções vulcânicas desafiam a ciência Quer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países Sobreviventes cobertos de lama são resgatados de casas atingidas por deslizamento no Nepal Em imagens divulgadas pelas autoridades, equipes de resgate parecem atuando lado a lado com voluntários nas zonas atingidas pela lama, retirando pessoas debilitadas de residências afetadas. Algumas foram retiradas de helicóptero para atendimento médico. Um porta-voz do Exército do Nepal ouvido pela rede britânica BBC afirmou que 88 sobreviventes foram resgatados até o momento, enquanto tropas tentavam resgatar outras 115 pessoas na vila de Mailung. Uma operação com apoio de 15 helicópteros em curso neste momento. Imagens divulgadas pela polícia do Nepal mostram a cheia arrastando várias casas em seu percurso no distrito de Rasuwa. Autoridades pediram apoio de China e Índia. Não há um número preciso de desaparecidos, mas o Conselho de Turismo do Nepal emitiu um comunicado apontando que até 384 turistas, incluindo 291 estrangeiros, foram dados como desaparecidos nas áreas afetadas. Funcionários de quatro postos da polícia nepalesa e agentes da alfândega lotados em uma das fronteiras terrestres com a China também não foram localizados. Inundações deixam mortos no Nepal e deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, anunciou que convocou uma reunião urgente da agência responsável pela gestão de desastres. "O trabalho já começou para adotar as medidas necessárias, em coordenação com as equipes médicas, de buscas e da Cruz Vermelha", escreveu o governante em sua conta na rede social X. Initial plugin text Milhares de pessoas vivem nos povoados às margens dos rios nepaleses, incluindo rio abaixo em relação às áreas atingidas pela cheia. As autoridades ainda não estimaram a extensão dos danos materiais, mas disseram que pontes, escolas e projetos hidrelétricos foram levados pelas águas. A Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal informou que 14 projetos hidrelétricos, incluindo cinco em construção, foram afetados. Sessenta trabalhadores envolvidos nas construções estão desaparecidos. — Não houve chuva no Nepal, então não esperávamos nada parecido com isso — disse Narendra Priyar, chefe da administração distrital de Rasuwa, uma das áreas afetadas pelas enchentes. Inundações deixam mortos no Nepal e deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete AFP O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal, afirmou que a enxurrada foi decorrente de deslizamento de terra provocado por um terremoto, que bloqueou o rio. A declaração foi feita durante uma reunião na Câmara dos Representantes do país. Mais cedo, especialistas sugeriram que a inundação pode ter sido provocada por uma avalanche de gelo que caiu no rio Lhende, um curso de água que se junta ao sistema do rio Bhotekoshi. A hipótese foi levantada pelo cientista do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha (ICIMOD), Qianggong Zhang, em entrevista à agência de notícias francesa AFP. O próprio pesquisador da organização com sede em Katmandu, porém, ressalvou que a "causa exata ainda será determinada". Uma quantidade ainda maior do excesso de água parece ter descido violentamente pelo Bhotekoshi, atingindo os distritos nepaleses de Nuwakot e Rasuwa. Da última vez que houve uma inundação repentina ao longo do Bhotekoshi, no ano passado, a causa foi atribuída ao rompimento das margens de um lago glacial — um tipo de fenômeno que tem se tornado mais frequentes à medida que as mudanças climáticas se intensificam e o derretimento anual da neve do Himalaia se torna mais irregular. Moradores observam casas parcialmente submersas em águas barrentas após enchentes repentinas em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal Prakash Mathema/AFP No lado tibetano da fronteira com o Nepal, deslizamentos de lama deixaram pessoas desaparecidas em Gyirong. Imagens de drones exibidas pelo telejornal da TV estatal chinesa mostraram edifícios soterrados na zona portuária, onde mercadorias são comercializadas pela fronteira internacional. O canal público chinês CCTV informou sobre "muitas vítimas e desaparecidos" no local. O presidente chinês, Xi Jinping, divulgou um comunicado destacando a necessidade de prevenção contra enchentes, sendo acompanhado por outros m do Comitê Permanente do Politburo, em Pequim. A agência de notícias estatal Xinhua noticiou que Xi ordenou a mobilização de "todos os recursos" para as operações de resgate. Xi afirmou que "a tarefa mais urgente é fazer todo o possível para encontrar e resgatar os desaparecidos", assim como "atender rapidamente os feridos e reduzir ao mínimo o número de vítimas", segundo a CCTV. (Com AFP e NYT)

IndependentGloboAug 26, 12:37 PM
Inundações deixam mortos e centenas de desaparecidos no Nepal, enquanto deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete chinês; vídeos

Ao menos 31 pessoas morreram e outras centenas foram dadas como desaparecidas, muitas delas turistas, depois que uma enchente avançou violentamente por vales de rios mais ao norte do Nepal na manhã de quarta-feira, destruindo povoados pelo caminho. Uma torrente de lama vinda do território nepalês provocou "numerosas vítimas e desaparecidos" no vizinho Tibete, território sob domínio da China, segundo autoridades dos dois países e meios de comunicação estatais chineses. Equipes de resgate estão mobilizadas dos dois lados da fronteira a procura de sobreviventes, enquanto confirmam um número parcial de 93 feridos. Previsão impossível: Tornados, terremotos e erupções vulcânicas desafiam a ciência Quer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países Imagens divulgadas pela polícia do Nepal mostram a cheia arrastando várias casas em seu percurso no distrito de Rasuwa. O Exército do país encravado na cordilheira do Himalaia anunciou a mobilização de 15 helicópteros e equipes de resgate para apoiar os trabalhos, enquanto autoridades pediram apoio de China e Índia. Não há um número preciso de desaparecidos, mas o Conselho de Turismo do Nepal emitiu um comunicado apontando que até 384 turistas, incluindo 291 estrangeiros, foram dados como desaparecidos nas áreas afetadas. Funcionários de quatro postos da polícia nepalesa e agentes da alfândega lotados em uma das fronteiras terrestres com a China também não foram localizados. Inundações deixam mortos no Nepal e deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, anunciou que convocou uma reunião urgente da agência responsável pela gestão de desastres. "O trabalho já começou para adotar as medidas necessárias, em coordenação com as equipes médicas, de buscas e da Cruz Vermelha", escreveu o governante em sua conta na rede social X. Initial plugin text Milhares de pessoas vivem nos povoados às margens dos rios nepaleses, incluindo rio abaixo em relação às áreas atingidas pela cheia. As autoridades ainda não estimaram a extensão dos danos materiais, mas disseram que pontes, escolas e projetos hidrelétricos foram levados pelas águas. A Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal informou que 14 projetos hidrelétricos, incluindo cinco em construção, foram afetados. Sessenta trabalhadores envolvidos nas construções estão desaparecidos. — Não houve chuva no Nepal, então não esperávamos nada parecido com isso — disse Narendra Priyar, chefe da administração distrital de Rasuwa, uma das áreas afetadas pelas enchentes. Inundações deixam mortos no Nepal e deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete AFP O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal, afirmou que a enxurrada foi decorrente de deslizamento de terra provocado por um terremoto, que bloqueou o rio. A declaração foi feita durante uma reunião na Câmara dos Representantes do país. Mais cedo, especialistas sugeriram que a inundação pode ter sido provocada por uma avalanche de gelo que caiu no rio Lhende, um curso de água que se junta ao sistema do rio Bhotekoshi. A hipótese foi levantada pelo cientista do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha (ICIMOD), Qianggong Zhang, em entrevista à agência de notícias francesa AFP. O próprio pesquisador da organização com sede em Katmandu, porém, ressalvou que a "causa exata ainda será determinada". Uma quantidade ainda maior do excesso de água parece ter descido violentamente pelo Bhotekoshi, atingindo os distritos nepaleses de Nuwakot e Rasuwa. Da última vez que houve uma inundação repentina ao longo do Bhotekoshi, no ano passado, a causa foi atribuída ao rompimento das margens de um lago glacial — um tipo de fenômeno que tem se tornado mais frequentes à medida que as mudanças climáticas se intensificam e o derretimento anual da neve do Himalaia se torna mais irregular. Moradores observam casas parcialmente submersas em águas barrentas após enchentes repentinas em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal Prakash Mathema/AFP No lado tibetano da fronteira com o Nepal, deslizamentos de lama deixaram pessoas desaparecidas em Gyirong. Imagens de drones exibidas pelo telejornal da TV estatal chinesa mostraram edifícios soterrados na zona portuária, onde mercadorias são comercializadas pela fronteira internacional. O canal público chinês CCTV informou sobre "muitas vítimas e desaparecidos" no local. O presidente chinês, Xi Jinping, divulgou um comunicado destacando a necessidade de prevenção contra enchentes, sendo acompanhado por outros m do Comitê Permanente do Politburo, em Pequim. A agência de notícias estatal Xinhua noticiou que Xi ordenou a mobilização de "todos os recursos" para as operações de resgate. Xi afirmou que "a tarefa mais urgente é fazer todo o possível para encontrar e resgatar os desaparecidos", assim como "atender rapidamente os feridos e reduzir ao mínimo o número de vítimas", segundo a CCTV. (Com AFP e NYT)