politicsWednesday, September 30, 20262 sources

Debates in São Paulo and Rio de Janeiro spotlight fiscal, security, and privatization debates between Tarcísio de Freitas and Fernando Haddad in São Paulo; Eduardo Paes and Douglas Ruas focus on political alliances and references to Lula and Bolsonaro in Rio

In São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) and Fernando Haddad (PT) debated fiscal policy, security, and privatization, with Haddad accusing Freitas of prioritizing corporate profits over public welfare. In Rio, Eduardo Paes (PSD) and Douglas Ruas (PL) focused on political alliances, with Ruas referencing Flávio Bolsonaro and Lula da Silva extensively while Paes emphasized Cláudio Castro and other figures.

In São Paulo, Tarcísio de Freitas and Fernando Haddad engaged in a debate centered on fiscal policy, security, and privatization. Haddad criticized Freitas for alleged ties to criminal organizations and highlighted public safety concerns, while Freitas defended his administration's record on crime reduction and economic management. The debate included discussions on the privatization of public services, with Haddad accusing Freitas of prioritizing corporate profits over public welfare. The discussion also touched on the privatization of Sabesp and the impact on water services, with Haddad calling the post-privatization situation a 'nightmare'. In Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) and Douglas Ruas (PL) debated, with Ruas making ten references to Flávio Bolsonaro and nine to Lula da Silva, while Paes made nineteen references to Cláudio Castro, reflecting strategic political messaging. The debate highlighted the importance of political alliances, with Ruas frequently mentioning Bolsonaro and Lula, while Paes focused on Castro and other political figures. The discussion also included references to Sérgio Cabral, Wilson Witzel, and Rodrigo Bacellar, with Paes citing these figures more frequently than Ruas.

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IndependentGloboSep 30, 10:30 AM
Debate na Globo: entenda em 7 pontos como foi o confronto entre Tarcísio e Haddad

O último debate antes do primeiro turno em São Paulo entre os candidatos a governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), realizado na noite de terça-feira (29) pela TV Globo, foi marcado pela discussão em torno de questões técnicas em quase todos os temas, com os dois candidatos buscando mostrar que entendiam mais do assunto. Embora os candidatos tenham tratado também de temas como saúde e segurança, nos três primeiros dos quatro blocos o que mais marcou foi o uso, pelos dois, do "economês", com detalhes em torno do debate fiscal e da batalha de números, distantes do eleitor e com pouca possibilidade de mudar votos. Também houve momentos de nacionalização da discussão, evocando as gestões de Lula, por Haddad, e de Bolsonaro, por Tarcísio. Leia mais: 'Selo Ouro do MEC' e 'economês' chamam a atenção no confronto entre Tarcísio e Haddad no debate em SP Segurança pública e controle de facções Haddad iniciou o debate questionando Tarcísio sobre entrada da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no estado, na região de Piracicaba e na Baixada Santista. Tarcísio evitou responder sobre o tema diretamente e elencou dados sobre a redução de indicadores criminais de homicídio, latrocínio e roubo de cargas no estado. Haddad, por sua vez, buscou capitalizar a sensação de insegurança especialmente na capital. Os dois oponentes trocaram então acusações sobre a ligação de aliados com o PCC: Tarcísio citou o vereador do PT Senival Moura, alvo de operação da Polícia Civil em junho, e Haddad rebateu mencionando o ex-vereador Milton Leite, também preso por relação com a facção, e que há 15 dias fez campanha com o governador. Saúde Haddad mirou a gestão estadual ao criticar o aumento da fila para cirurgias e consultas no Sistema Único de Saúde paulista e Tarcísio celebrou entregas de hospitais no litoral. O embate principal se deu quando o petista buscou nacionalizar a discussão, mencionou a gestão durante a Covid-19 de Jair Bolsonaro (PL), principal padrinho político de Tarcísio, que descreveu como “caos" e "pior gestão do mundo de uma pandemia”, com 716 mil mortos. Tarcísio, por sua vez, criticou a gestão de Haddad na prefeitura de São Paulo na área, entre 2012 e 2016. Mobilidade e atrasos em obras do Metrô Uma das fragilidades do candidato à reeleição, os atrasos nas obras do Metrô, foi explorado por Haddad, que apontou demora de dez anos para construir a estação de metrô da Brasilândia, cujo terreno foi cedido pela prefeitura de São Paulo em sua gestão. Tarcísio retrucou que a obra atrasou por conta "da Lava Jato e da corrupção do PT", e que a estação será entregue até o fim do ano. Mais adiante, no início do terceiro bloco, o governador usou parte de seu tempo para tratar da mobilidade na região metropolitana, mencionando as entregas do Rodoanel Norte, do Monotrilho e de linhas ainda em construção. Já Haddad colocou como principal proposta para o tema a integração do bilhete único metropolitano na capital e em outras regiões metropolitanas do Estado. Benefícios fiscais O tema das isenções fiscais no Estado de São Paulo marcou um dos momentos de maior embate entre os candidatos, recheado de jargões econômicos. Haddad questionou a transparência da atual gestão, citando apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o que classificou como uma "caixa preta" de benefícios a empresários, pressionando sobre as renúncias de receitas a grandes empresas, prática que comparou a um "orçamento secreto" estadual voltado ao que qualificou de "bolsa empresário". Os candidatos partiram para uma batalha de números no debate fiscal. Tarcísio enfatizou a alta do gasto e da carga tributária na gestão federal, apontando “negacionismo fiscal” e gastança na gestão de Haddad na Fazenda e efeito sobre juros altos nas empresas. Mencionou ainda os processos recentes de recuperação judicial de grandes empresas, como Casas Bahia, Marabraz e Habib’s para argumentar que “as empresas estão quebrando, pais de família estão perdendo seus empregos”. Já Haddad disse que o governo Lula promoveu recorde de empregos e aprovou reforma tributária histórica, "que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ameaça nem colocar em vigor", enfatizando que Paulo Guedes "deixou déficit e promoveu calote de precatórios". Privatizações Haddad subiu o tom contra o modelo de concessões da atual gestão, focando especialmente nas linhas da CPTM e na Sabesp. Ele acusou o governo de onerar o Estado para garantir lucros aos empresários, apontando uma piora no serviço. O atual governador defendeu o programa de desestatização como um passo estrutural e inegociável para a modernização logística de São Paulo e paciência aos eleitores para os resultados de longo prazo. Em outro momento, Haddad citou a morte de quatro pessoas em um acidente em obra conjunta da Sabesp e da Comgás e criticou a afirmação do governador de que não nada mudou o serviço da empresa, afirmando que o governador deveria "parar de querer vender tudo a toque de caixa". 'Selo ouro' do MEC? No tema da educação, caro a Haddad, o ex-ministro da área cobrou de Tarcísio a promessa de 60% dos alunos em escolas de tempo integral, que não foi cumprida. O governador respondeu com uma provocação com a falta de entregas como prefeito, gerando momento de tensão, em que Haddad o interrompeu e cobrou resposta. Haddad apontou ainda a queda de São Paulo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no ensino médio, ao que o atual governador mencionou o dado do Pisa, que mostrou o estado em segundo lugar no país no índice, e a premiação com o "selo ouro do MEC", que pareceu desconcertar Haddad. O certificado federal reconhece Estados e municípios que apresentam bons resultados em diferentes requisitos. Sabesp A pauta ambiental e a crise hídrica dominaram a pauta no último bloco, mais uma vez com a Sabesp no centro do debate. Haddad buscou desvincular a crise climática da qualidade do serviço da Sabesp recém-privatizada ao abordar a escassez de água, acusando a gestão de Tarcísio de quebrar a promessa de redução de tarifas e de entregar um serviço precário e perigoso. Haddad classificou a situação pós-privatização como um "pesadelo", apontando falta de água em bairros que já eram atendidos. Tarcísio rebateu as acusações de negligência climática listando uma série de obras estruturais, como grandes reservatórios na região de Campinas, barragens no interior e adutoras na Baixada Santista. Ele assegurou que a Sabesp mantém seu quadro de excelência, agora com capacidade de investimento para levar saneamento a áreas periféricas, e chamou a gestão do PT de "inimiga do saneamento básico" por não ter avançado na universalização em seus governos.

IndependentGloboSep 30, 10:30 AM
Táticas opostas no debate da Globo: Ruas faz dez menções a Flávio, e Paes lembra Castro uma vez a cada dois minutos

Líderes de intenções de voto na disputa pelo governo do estado do Rio, Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) protagonizaram alguns dos principais duelos no debate da TV Globo nesta terça-feira. E escolheram palavras-chaves claras para pautar os embates: Ruas se dividiu entre ressaltar o apoio que recebe de Flávio Bolsonaro (PL) e atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aliado de Paes. Do outro lado, o ex-prefeito da capital contra-atacou citando o ex-governador Cláudio Castro (PL), de quem Ruas foi secretário. Entre embates diretos e perguntas envolvendo outros candidatos e as considerações finais, Ruas citou Flávio Bolsonaro por dez vezes e Lula, por nove. Outro nome frequente no discurso do candidato do PL era o do ex-governador Sérgio Cabral, a quem atribuía ligação a Paes, citado três vezes. Já Paes passou pouco pelos nomes da eleição presidencial. Citou Lula por três vezes e Flávio por duas, mas concentrou em Castro. Foram 19 menções entre o debate e as considerações finais. Ex-governador, de quem Castro vice até 2021, quando houve impeachment, Wilson Witzel também foi citado por Paes em cinco oportunidades. Foi mesmo número de citações a Rodrigo Bacellar, ex-deputado estadual e ex-presidente da Alerj, atualmente preso preventivamente por acusações de obstrução de Justiça, vazamento de informações sigilosas e organização criminosa, a quem ligou a Ruas: foram cinco citações. Considerando que o debate durou duas horas e 23 minutos, com aproximadamente 47 minutos de fala para cada candidato, é como se Ruas fizesse uma referência a Flávio a cada menos de 5 minutos. Nessa mesma lógica, Paes foi ainda mais enfático na associação a Castro: uma lembrança a cada dois minutos e meio. Veja o resumo dos mais citados Douglas Ruas Flávio Bolsonaro: Dez vezes Lula: nove vezes Sérgio Cabral: três vezes Eduardo Paes Cláudio Castro: 19 vezes Wilson Witzel: cinco vezes Rodrigo Bacellar: cinco vezes