Eduardo Paes Balances Lula Alliance with Bolsonaro Support in Rio Governor's Race
Eduardo Paes (PSD), a former mayor of Rio de Janeiro, is navigating a delicate political balancing act by aligning with Luiz Inácio Lula da Silva (PT) while also courting support from Flávio Bolsonaro (PL). Paes has attended events with Lula but avoided publicizing the meetings, and has chosen Jane Reis, sister of Bolsonaro ally Washington Reis, as his running mate. Polls show Lula leading with 40% in the first round and 47% in a second-round simulation, while Bolsonaro trails at 36% and 45% respectively.
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O candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (PSD) tem calculado os seus passos ao escolher as agendas de campanha ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo é demonstrar a aliança com o petista, que ele sempre reforça em entrevistas, mas sem perder por completo o voto do eleitor “BolsoPaes”, que o apoia, mas prefere o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. Datafolha: Lula tem 40% no primeiro turno, e Flávio Bolsonaro marca 36% Datafolha: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro aparece com 45% em simulação de segundo turno Nesta quinta-feira, Ontem, Paes esteve com Lula na caminhada do presidente em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, mas não divulgou o compromisso em sua agenda pública. Um dia antes, ele não foi à reunião do candidato à reeleição com artistas, na Fundição Progresso, na Lapa: Paes foi representado pelo prefeito do Rio e seu sucessor, Eduardo Cavaliere (PSD). — Todo mundo sabe que o meu voto é no presidente Lula e quem não sabe, meu adversário lembra. Você não esconde isso. Mas eu não sou do PT, não penso igual ao Lula, e ele não é a minha bengala — destacou Paes, que disse não ter ido ao evento com representantes da cultura por já ter uma agenda no mesmo horário em Campos: — Não era um evento da chapa majoritária. Eu estaria lá meio de intruso e tinha agendas no Norte e Moroeste fluminense. Achei adequado eu manter meu compromisso. O ex-prefeito não incluiu o petista em seu material de campanha ou nos programas de TV. Paes também não esteve com Lula na última semana, quando o presidente veio ao Rio para uma agenda oficial na sede da Polícia Rodoviária Federal. Na ocasião, o petista anunciou que a União vai trabalhar em parceria com o governo do estado para retomar territórios dominados pelo crime organizado. Acenos a bolsonaristas Os desencontros acontecem no momento em que Lula aparece atrás de Flávio Bolsonaro nas pesquisas no estado do Rio. Dados da pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira, mostram que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 36% do presidente. À frente de Douglas Ruas nas sondagens de intenção de voto, Paes também conta com o apoio de parte do eleitorado de Flávio e tem feito acenos para esse grupo, a exemplo de sua aliança com a família Reis — apoiadora de longa data do clã Bolsonaro — e a escolha de Jane Reis para ser vice em sua chapa. — Ninguém tenta esconder nada de ninguém, mas minha vice é irmã do Washington Reis, família que tem ligações históricas com o Bolsonaro. Não dá para dizer que eu não quero o apoio deles porque vão votar no Bolsonaro, e o presidente Lula entende isso — afirmou o candidato do PSD. A estratégia de Paes é completamente oposta à de Ruas, que faz de tudo para posar ao lado de Flávio Bolsonaro durante a campanha. Ele participa de todos os eventos do aliado no estado. O presidenciável tem tem vindo ao Rio quase todo fim de semana, e amanhã estará novamente em agendas na Baixada e na Zona Oeste, com a companhia de Ruas. Paes minimiza: — Não preciso de ninguém falando que sou o Eduardo Paes, ao contrário do meu adversário, que fica falando que é o Bolsonaro. Mesma estratégia que usaram o Wilson Witzel e o Cláudio Castro. E deu no que deu — disse Paes, antes de emendar um aceno ao adversário. — E nem quero culpar o Bolsonaro pelo roubo dos outros, porque não era ele quem estava com a caneta. Apesar dos esforços de Paes, a Quaest mostrou que o ex-prefeito tem perdido parte de seus eleitores da base bolsonarista. Ele era a opção de 20% que disseram votar também em Flávio no primeiro turno em pesquisa divulgada em 8 de setembro. Na sondagem de quarta-feira, esse percentual passou para 16%. Ao todo foram ouvidos 1.302 eleitores fluminenses entre 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo RJ-04982/2026.
O candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (PSD) tem calculado os seus passos ao escolher as agendas de campanha ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo é demonstrar a aliança com o petista, que ele sempre reforça em entrevistas, mas sem perder por completo o voto do eleitor “BolsoPaes”, que o apoia, mas prefere o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. Pesquisa Datafolha Rio: a dez dias da eleição, Paes tem 43%, contra 30% de Douglas Ruas Datafolha: como os colunistas do GLOBO analisaram a nova pesquisa que traz Lula com 40% e Flávio Bolsonaro, 36%, no 1º turno Ontem, Paes esteve com Lula na caminhada do presidente em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, mas não divulgou o compromisso em sua agenda pública. Um dia antes, ele não foi à reunião do candidato à reeleição com artistas, na Fundição Progresso, na Lapa: Paes foi representado pelo prefeito do Rio e seu sucessor, Eduardo Cavaliere (PSD). — Todo mundo sabe que o meu voto é no presidente Lula e quem não sabe, meu adversário lembra. Você não esconde isso. Mas eu não sou do PT, não penso igual ao Lula, e ele não é a minha bengala — destacou Paes, que disse não ter ido ao evento com representantes da cultura por já ter uma agenda no mesmo horário em Campos: — Não era um evento da chapa majoritária. Eu estaria lá meio de intruso e tinha agendas no Norte e Moroeste fluminense. Achei adequado eu manter meu compromisso. O ex-prefeito não incluiu o petista em seu material de campanha ou nos programas de TV. Paes também não esteve com Lula na última semana, quando o presidente veio ao Rio para uma agenda oficial na sede da Polícia Rodoviária Federal. Na ocasião, o petista anunciou que a União vai trabalhar em parceria com o governo do estado para retomar territórios dominados pelo crime organizado. Acenos a bolsonaristas Os desencontros acontecem no momento em que Lula aparece atrás de Flávio Bolsonaro nas pesquisas no estado do Rio. Dados da pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira, mostram que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 36% do presidente. À frente de Douglas Ruas nas sondagens de intenção de voto, Paes também conta com o apoio de parte do eleitorado de Flávio e tem feito acenos para esse grupo, a exemplo de sua aliança com a família Reis — apoiadora de longa data do clã Bolsonaro — e a escolha de Jane Reis para ser vice em sua chapa. — Ninguém tenta esconder nada de ninguém, mas minha vice é irmã do Washington Reis, família que tem ligações históricas com o Bolsonaro. Não dá para dizer que eu não quero o apoio deles porque vão votar no Bolsonaro, e o presidente Lula entende isso — afirmou o candidato do PSD. A estratégia de Paes é completamente oposta à de Ruas, que faz de tudo para posar ao lado de Flávio Bolsonaro durante a campanha. Ele participa de todos os eventos do aliado no estado. O presidenciável tem tem vindo ao Rio quase todo fim de semana, e amanhã estará novamente em agendas na Baixada e na Zona Oeste, com a companhia de Ruas. Paes minimiza: — Não preciso de ninguém falando que sou o Eduardo Paes, ao contrário do meu adversário, que fica falando que é o Bolsonaro. Mesma estratégia que usaram o Wilson Witzel e o Cláudio Castro. E deu no que deu — disse Paes, antes de emendar um aceno ao adversário. — E nem quero culpar o Bolsonaro pelo roubo dos outros, porque não era ele quem estava com a caneta. Apesar dos esforços de Paes, a Quaest mostrou que o ex-prefeito tem perdido parte de seus eleitores da base bolsonarista. Ele era a opção de 20% que disseram votar também em Flávio no primeiro turno em pesquisa divulgada em 8 de setembro. Na sondagem de quarta-feira, esse percentual passou para 16%. Ao todo foram ouvidos 1.302 eleitores fluminenses entre 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo RJ-04982/2026.