politicsFriday, September 4, 20262 sources

Flávio Bolsonaro's Campaign Targets Moraes Amid STF Crisis, Allies Seek Interlocution

Flávio Bolsonaro's campaign, through allies like Rogério Marinho and Davi Alcolumbre, intensified attacks on Supreme Court Minister Alexandre de Moraes, linking him to Lula and accusing him of undermining judicial integrity. The campaign also sought to maintain channels with the STF, fearing institutional fallout. The crisis deepened as Moraes exposed irregularities in André Mendonça's conduct, prompting new impeachment efforts and political maneuvering.

Senador Rogério Marinho (PL-RN) met with STF Minister Gilmar Mendes to discuss the escalating crisis and preserve communication channels with the Court. The meeting, confirmed by Globo, aimed to balance public criticism of Moraes with the need to maintain institutional ties. Marinho’s team emphasized that the campaign’s attacks on Moraes were directed at the individual, not the institution, to avoid a complete rupture with the judiciary. Meanwhile, Flávio Bolsonaro’s campaign associated Moraes with Lula and included Davi Alcolumbre in its offensive, accusing both of conspiring to harm his candidacy. The campaign also highlighted Moraes’ alleged use of the fake news inquiry to pressure Mendonça, framing it as an institutional breakdown.

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Sources

IndependentGloboSep 4, 08:37 PM
Aliado de Moraes, Davi Alcolumbre tenta se distanciar de Flávio Bolsonaro em meio à crise no STF

Próximo ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem feito movimentos para se distanciar do senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ), em meio à crise envolvendo a Corte. Antes visto como um nome independente, que ora atendia a oposição, ora o governo, o parlamentar voltou a se aproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral e tem adotado postura de cobrar que as investigações do caso Master avancem também sobre o adversário do petista. Pressionado pela oposição a abrir um processo de impeachmente de Moraes após a divulgação de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro pedindo orientações ao magistrado, Alcolumbre tem citado ser preciso apurar o financiamento ao filme "Dark Horse", biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Áudios obtidos pela Polícia Federal mostram que Flávio procurou o executivo do Master para negociar pagamentos que, segundo o candidato, serviriam para bancar a produção cinematográfica — Esqueceram do dinheiro para fazer o filme, R$ 130 milhões? Só estão falando das outras pessoas. Quero achar primeiro dos R$ 130 milhões porque ninguém falou mais disso — respondeu Alcolumbre, na quinta-feira, ao ser indagado sobre as suspeitas envolvendo Moraes. Integrantes do Congresso veem o movimento do presidente do Senado como uma forma de sobrevivência política. Há um entendimento de que Alcolumbre busca evitar um fortalecimento do ministro André Mendonça, relator dos casos Master e INSS no STF, e com quem se desgastou durante o processo de indicação à Corte. O próprio relatório da PF usado por Moraes aponta que há uma divergência política entre os dois. Na época, Alcolumbre presidia a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e levou mais de quatro meses para marcar a sabatina de Mendonça, em um processo que desgastou a relação entre os dois. A avaliação no entorno do senador é que, caso Flávio ganhe a eleição presidencial, seu grupo político poderá aumentar sua influência na Corte, aumentando o poder de Mendonça. O cálculo leva em consideração que o próximo presidente poderá indicar três ministros do Supremo até 2030 O cenário de conflagração já sem precedentes no Supremo escalou na quinta-feira com um pedido apresentado por Moraes para que Mendonça seja investigado pelo que classificou como “indícios de crimes” cometidos pelo colega de Corte na condução de inquéritos sob sua relatoria, em especial o relativo ao escândalo do Master. O despacho surgiu dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens de Daniel Vorcaro, dono do banco, ao próprio Moraes Diante da escalada na crise, a campanha de Flávio decidiu incluir Alcolumbre na associação que já vinha tentando construir entre Moraes e Lula. O candidato está gravando novos conteúdos sobre o episódio e, segundo interlocutores, pretende manter o presidente do Senado entre os alvos nos próximos dias. Na equipe de campanha de Flávio, a avaliação é que a proximidade de Alcolumbre com Moraes e a atuação do ministro como interlocutor na relação de Alcolumbre com Lula oferecem uma nova camada à essa ofensiva. A ideia é deixar de tratar o presidente do Senado apenas como responsável por segurar pedidos de impeachment e apresentá-lo como parte da articulação política que a campanha atribui a Moraes. Auxiliares de Flávio também entenderam como um contra-ataque direto a declaração em que Alcolumbre citou os recursos buscados por Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, junto a Daniel Vorcaro. Para integrantes da campanha, a reação mostrou que ele decidiu entrar no confronto e reduziu o incentivo para preservar a interlocução com o presidente do Senado. Essa reação também alterou o cálculo no entorno de Flávio. Alcolumbre vinha sendo tratado como um interlocutor importante do PL no Congresso, apesar da resistência ao impeachment de Moraes. Agora, aliados do candidato avaliam que o custo de poupá-lo diminuiu diante do potencial de associá-lo ao ministro e a Lula em plena campanha. Flávio continuou a explicitar essa linha nesta sexta-feira, ao citar que houve um encontro entre Moraes e Alcolumbre ocorrido antes de o ministro pedir a investigação de André Mendonça. O encontro foi revelado pela colunista Malu Gaspar, do GLOBO.

IndependentGloboSep 4, 08:34 PM
Coordenador da campanha de Flávio procura Gilmar para tentar manter pontes com STF após subida no tom nas críticas a Moraes

Em meio à escalada da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a subida de tom das críticas de Flávio Bolsonaro (PL) a integrantes da Corte, o senador Rogério Marinho (PL-RN) procurou o ministro Gilmar Mendes para discutir o cenário e preservar canais de interlocução com a Corte. O movimento ocorre ao mesmo tempo em que o candidato de oposição ampliou sua ofensiva pelo impeachment de Alexandre de Moraes e passou a acusar integrantes de diferentes Poderes de se articularem contra sua candidatura. O encontro foi pedido por Marinho e confirmado ao GLOBO por interlocutores tanto do senador quanto do ministro. A conversa tratou da situação do Supremo e da pressão pelo afastamento de Moraes. Pessoas próximas ao coordenador da campanha afirmam que uma das preocupações foi deixar claro que a defesa do impeachment do ministro não significa uma intenção de romper as pontes com o restante da Corte. Esta inclusive tem sido uma preocupação de auxiliares de Flávio em seus discursos que atacam Moraes. O candidato tem subido o tom nesta semana, na tentativa de surfar na onda de questionamentos sobre a relação entre o ministro da Corte e Vorcaro. A intenção é deixar claro que as críticas do presidenciável são direcionadas ao ministro em pessoa, não à instituição por completo. Gilmar e Marinho foram procurados pelo GLOBO para comentar a conversa, mas não se manifestaram. A avaliação no entorno de Marinho é que, mesmo com o endurecimento público da campanha contra Moraes, é necessário manter canais com integrantes do STF. Gilmar é visto por aliados do senador como um dos ministros com maior capacidade de interlocução política dentro e fora do tribunal e, por isso, como uma ponte importante neste momento. Marinho também buscou entender o tamanho da crise e quais podem ser seus próximos desdobramentos. Segundo interlocutores a par da conversa, integrantes da oposição têm procurado interlocutores no Supremo com a mesma preocupação de representantes do governo: saber como está o ambiente dentro da Corte e até onde o confronto envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça pode avançar. A avaliação é que, neste momento, ainda há incerteza sobre como a crise terminará, e parlamentares ainda estão avaliando até onde podem “esticar a corda”. A movimentação ocorre depois de novas revelações sobre a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ampliarem a pressão sobre o ministro. Relatórios da Polícia Federal enviados ao ministro André Mendonça expuseram mensagens e informações que levaram a oposição a protocolar novos pedidos de impeachment e a elevar a cobrança sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável por decidir se esses processos terão andamento. O embate ganhou um novo capítulo quando Moraes encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatórios de inteligência da Polícia Federal que apontariam indícios de irregularidades na atuação de Mendonça na condução das investigações relacionadas ao Master. A reação ampliou a crise para dentro do próprio Supremo e aumentou a incerteza no Congresso sobre seus próximos passos. Flávio passou a explorar eleitoralmente o episódio. A campanha decidiu associar Moraes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, nos últimos dias, incluiu Alcolumbre nessa ofensiva. O candidato também insinuou, sem apresentar provas, que Moraes e o presidente do Senado poderiam estar envolvidos em uma articulação para prejudicar sua candidatura. Marinho também elevou o tom. Em nota, acusou Moraes de usar o inquérito das fake news para constranger André Mendonça e afirmou que o episódio representa uma deterioração institucional. O senador também acusou o ministro de abuso de poder e convocou apoiadores para os atos de Sete de Setembro contra Moraes e Lula. Nos bastidores, porém, o coordenador da campanha tenta evitar que o enfrentamento público resulte em um fechamento dos canais com o Supremo. A leitura é que a crise ainda pode ter desdobramentos imprevisíveis e que a oposição precisa manter interlocução dentro da Corte para acompanhar os movimentos e avaliar os limites da ofensiva.