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Moraes acusa Mendonça de incluir seu nome na investigação do caso Master; Mendonça rebate e afirma existência de 'PF paralela' durante julgamento no STF

Ministro Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de ter incluído seu nome na investigação do caso Master durante um julgamento no STF. Mendonça negou as acusações e afirmou que a PF está monitorando membros da Corte. O julgamento decide se uma investigação contra Moraes será aberta.

Durante o julgamento no plenário do STF, o ministro Alexandre de Moraes acusou o colega André Mendonça de ter mandado incluir seu nome na investigação do caso Master. Moraes questionou Mendonça sobre 'quem tem medo da PF' e afirmou ter testemunhas que comprovariam a acusação. Mendonça rebateu, dizendo que Moraes estava mentindo. O julgamento está em andamento e deve decidir se uma investigação contra Moraes será aberta. Mendonça também afirmou que existe uma 'PF paralela' atuando no país e que integrantes da Corte são alvo de monitoramento. Ele criticou a atuação da PF e o afastamento de dois diretores da corporação. Gilmar Mendes criticou a medida como um 'vexame', enquanto Luiz Fux defendeu a reação de Mendonça, alegando que a PF poderia estar instrumentalizando posições contra a Corte. O plenário analisa a validade das medidas adotadas no caso e o pedido da PGR para anular o procedimento.

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IndependentGloboSep 15, 07:28 PM
Mendonça aponta atuação de 'PF paralela' durante discussão sobre caso Moraes no plenário do STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira que existe uma “PF paralela” em atuação no país e disse que integrantes da Corte são alvo de monitoramento. A declaração foi feita em meio a um embate no plenário sobre a atuação da Polícia Federal e a decisão do magistrado de afastar o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. — Nós temos hoje uma PF paralela, uma PF paralela, com monitoramento de ministros. Não pense que você está salvo não, ministro — afirmou Mendonça. A atuação da PF se tornou um dos pontos de maior tensão da sessão convocada para discutir a investigação envolvendo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Antes da declaração de Mendonça, Gilmar Mendes fez duras críticas à decisão que afastou integrantes da cúpula da corporação. Gilmar afirmou que, por sua experiência como magistrado, já esperava uma reação à medida e classificou o afastamento do diretor-geral da PF como um “vexame”. — Qualquer cidadão que tenha o mínimo de noção do que significa a Polícia Federal não faria o afastamento de um diretor-geral. É como afastar o diretor da Nasa ou tirar o comandante do Exército. Não se faz. O sujeito tem que se algemar antes de fazer esse tipo de coisa. Tem que pedir a Deus que interceda. Esse tipo de vexame é de uma falta de noção, de uma gravidade que eu jamais vi — afirmou Gilmar. Luiz Fux, por outro lado, saiu em defesa da reação de Mendonça à atuação da corporação. Segundo o ministro, a PF havia chegado ao ponto de “peitar” um integrante do Supremo e poderia estar sendo instrumentalizada contra a Corte. — Nunca se imaginou a Polícia Federal peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal, e era isso que estava acontecendo, sem prejuízo de ela instrumentalizar posições para degradar a Corte — afirmou Fux. Foi nesse contexto que Mendonça afirmou existir uma “PF paralela” e mencionou o monitoramento de ministros. Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. No dia seguinte, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois. Diante das decisões conflitantes, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu ambas, manteve a cúpula da PF nos cargos e levou a disputa ao plenário. A sessão extraordinária desta terça-feira foi convocada para o Supremo decidir os rumos da investigação aberta a partir do relatório da PF sobre as mensagens de Vorcaro atribuídas a Moraes. O plenário analisa a validade das medidas adotadas no caso e o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o procedimento.

IndependentGloboSep 15, 07:28 PM
'Quem tem medo da PF?', questiona Moraes a Mendonça durante julgamento sobre caso Master no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acusou o ministro André Mendonça de ter mandado incluir o seu nome na investigação do Master e o questionou sobre "quem tem medo da PF". Moraes alegou que o colega "exigiu" que a Polícia Federal colocasse o seu nome na delação premiada de Vorcaro e afirmou ter testemunhas que comprovariam essa história. — Quem tem medo da Polícia Federal? (...) Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada. E vamos trazer aqui, presidente, vamos trazer aqui e chamar aqui testemunhas que eu vou indicar — questionou Moraes. Relator do caso Master na Corte, Mendonça rebateu a fala de Moraes, dizendo que ele estava mentindo. As declarações foram feitas durante o julgamento que ocorre nesta terça-feira no plenário da Corte, que deve decidir sobre a abertura ou não de uma investigação contra Moraes. Os ministros avaliam um conjunto de mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro que foram enviadas a Moraes no auge da crise do Banco Master entre outubro e novembro de 2025 (Matéria em atualização)