Sergio Moro eleito governador do Paraná no primeiro turno; Cleitinho Azevedo vence em Minas Gerais
Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná com 50,11% dos votos válidos no primeiro turno, derrotando Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT). No mesmo dia, Cleitinho Azevedo (Republicanos) venceu as eleições em Minas Gerais com 55,34% dos votos válidos, derrotando Patrus Ananias (PT) e Mateus Simões (PSD).
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito para o governo de Minas Gerais com 55,34% dos votos válidos no primeiro turno, com 94,07% das seções apuradas. O parlamentar superou o deputado federal Patrus Ananias (PT), apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terminou a disputa em segundo lugar, com 26,2%. O resultado também representou a derrota do atual governador do estado, Mateus Simões (PSD), que buscava a reeleição como sucessor de Romeu Zema (Novo), e do empresário Flávio Roscoe (PL), que concorreu como palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL) no estado. Apuração em tempo real: veja como navegar pelo mapa especial do GLOBO Eleições 2026: Urnas fecham, e apuração começa; acompanhe ao vivo a divulgação dos resultados Sem acesso ao fundo eleitoral de seu partido e com a campanha concentrada nas redes sociais e no interior, Cleitinho conseguiu manter o favoritismo nas urnas, mesmo após uma largada conturbada. Em julho, a direção do Republicanos ameaçou a retirada da candidatura após meses de indefinição do próprio senador. Popular no estado por sua atuação online, Cleitinho ganhou projeção após episódios como o pedido de foto para a influenciadora Virgínia Fonseca durante o depoimento na CPI das Bets. Ele também chegou a declarar que havia quitado sua dívida com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas voltou atrás após ser criticado por bolsonaristas. Na disputa em Minas, no entanto, conseguiu tirar o apoio de integrantes do PL e de eleitores de direita de Roscoe. O empresário tem trânsito entre setores produtivos do estado por ter comandado, no passado, a Federação das Indústrias de Minas. Como "outsider" do meio político, no entanto, ele acumulou um alto índice de desconhecimento entre os eleitores mineiros e terminou a eleição com 7,08% dos votos válidos, em X lugar. Simões também saiu derrotado do pleito, mesmo após ter passado os últimos seis meses na cadeira de governador. Com o maior tempo de TV entre todos os candidatos, ele procurou se apresentar e listar os feitos da gestão de Romeu Zema (Novo), da qual participou como secretário-geral e vice-governador. Já na reta final, no entanto, partiu para o ataque contra Cleitinho e passou a sinalizar que, em um eventual segundo turno, seria palanque em Minas para Flávio Bolsonaro, deixando Zema de lado. Já Patrus conseguiu concentrar os votos da esquerda ao encabeçar o palanque de Lula no estado, descolando-se, nas últimas semanas de campanha, do desempenho do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com quem chegou a registrar empate numérico na pesquisa Quaest. Inicialmente, o deputado havia decidido concorrer à reeleição na Câmara, mas foi convencido a disputar o governo pela direção do PT após as recusas do senador Rodrigo Pacheco (PSB) e da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT). Como estratégia, Patrus evitou embates contra os adversários, participando somente do debate da TV Globo, e apostou nas aparições ao lado do presidente durante as quatro visitas dele ao estado.
O senador Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná em primeiro turno. Neste domingo, com 99,87% das urnas apuradas, o parlamentar tinha 50,11% dos votos válidos, ocupando a liderança, enquanto Sandro Alex (PSD), escolhido para a sucessão do atual governador Ratinho Júnior (PSD), somava 25,35%. O resultado também impõe uma derrota ao deputado estadual Requião Filho (PDT), escolhido como palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado, que recebeu 23,47%. Apuração em tempo real: veja como navegar pelo mapa especial do GLOBO Eleições 2026: Urnas fecham, e apuração começa; acompanhe ao vivo a divulgação dos resultados Reconciliado com o bolsonarismo, Moro foi lançado candidato pelo PL, ocupando o palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL) no estado. Ao longo da campanha, apostou em sua popularidade em Curitiba em função da memória da Operação Lava-Jato e na pauta de combate à corrupção. Na reta final, também virou alvo de Ratinho Jr., que trabalhou para tornar Sandro Alex competitivo e subiu o tom contra o ex-juiz nas redes sociais e nos programas de TV do aliado. O governador também se licenciou do cargo quinze dias antes do primeiro turno para intensificar a presença nas agendas de campanha do ex-secretário e mobilizou o pai, o apresentador de TV Ratinho, para os compromissos de campanha. Como estratégia para bater de frente com o favoritismo de Moro no estado, a campanha de Sandro Alex também atraiu o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) como vice da chapa, após ele abrir mão da candidatura própria ao governo. Em meio à crise do Supremo, o entorno do ex-secretário passou a acusar o senador de ter votado a favor da indicação do ministro Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF), informação contestada por Moro, que argumenta que a votação foi secreta. O parlamentar, por sua vez, tentou, ao longo da campanha, colar sua imagem à de Ratinho, cuja gestão é aprovada por cerca de 80% dos paraenses. A associação foi desmentida em mais de uma ocasião pelo governador e levou à derrubada de uma das propagandas eleitorais do senador veiculadas na TV. Já Requião articulou uma reaproximação com o PT, mesmo após ter deixado o partido no ano passado com críticas à condução da sigla pela direção nacional. Em troca, a legenda abriu mão de ter uma candidatura própria e ficou com as duas vagas ao Senado na chapa majoritária, com as indicações da ex-ministra Gleisi Hoffmann e do ex-deputado federal Dr. Rosinha.