diplomacyThursday, September 24, 20262 sources

Trump Receives Xi Jinping at Andrews Air Force Base During State Visit

President Donald Trump personally greeted Chinese President Xi Jinping at Andrews Air Force Base upon his arrival in the U.S., marking a rare departure from traditional American diplomatic protocol. The visit, part of a three-day state visit, included a red carpet, honor guard, and formal welcome ceremony, with 479 U.S. military personnel participating. The event followed weeks of negotiations to secure the highest-level diplomatic reception for Xi.

Xi Jinping arrived at Andrews Air Force Base on September 23, 2026, and was personally received by Trump, who stepped outside the White House to greet him on the tarmac. This marked a significant deviation from standard protocol, where foreign heads of state are typically received by diplomatic and military officials at the base before proceeding to the White House for an official ceremony. The visit included a state dinner at the White House with tech CEOs such as Elon Musk, Sundar Pichai, and Tim Cook, and a tea ceremony with military honors. The visit followed Trump's previous state visit to China in May 2026, where he was received by Chinese officials including Vice President Han Zheng. The current visit aimed to address ongoing tensions over trade, technology, and Taiwan, with both leaders seeking to stabilize their relationship amid geopolitical competition. The U.S. and China agreed to maintain a tariff truce and explore cooperation on issues like artificial intelligence, though major disputes over semiconductors and Taiwan's status remained unresolved. The visit was preceded by weeks of negotiations between Washington and Beijing to secure the highest-level diplomatic protocol for Xi's arrival, including a formal welcome ceremony at the White House. The event was seen as a symbolic gesture of diplomatic reciprocity, though the two visits were not entirely equivalent in terms of protocol or political context.

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IndependentGloboSep 24, 02:15 AM
Visita de Xi Jinping a Trump nos EUA passou por semanas de negociações para garantir recepção no mais alto nível diplomático

O líder chinês Xi Jinping chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira para uma visita de Estado marcada por uma recepção cuidadosamente negociada durante semanas por Washington e Pequim. A classificação, o mais alto nível do protocolo diplomático, era uma demanda do governo chinês e garantirá a Xi guarda de honra, tapete vermelho, salva de 21 tiros e uma cerimônia formal de boas-vindas no gramado sul da Casa Branca. Contexto: Xi Jinping é recebido por Trump ao chegar aos EUA; entenda por que boas-vindas em aeroporto é tão rara Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países Os dois governos divergiram sobre como a viagem seria oficialmente classificada antes que Washington concordasse com o pedido de Pequim, segundo pessoas envolvidas nos preparativos ouvidas pelo Wall Street Journal (WSJ). Será a primeira visita de Estado de Xi aos Estados Unidos em mais de uma década, e as discussões sobre o protocolo ocuparam parte importante das negociações que antecederam o encontro desta semana com o presidente Donald Trump. Presidentes da China, Xi Jinping (E), e dos EUA, Donald Trump, após chegada do líder chinês aos EUA Win McNamee/Getty Images/AFP Pequim insistiu para que a recepção de Xi correspondesse à oferecida a Trump na China, em maio, incluindo a duração de dois dias da viagem e a realização de um jantar de Estado. Segundo assessores que aconselham Pequim, o líder chinês pretende projetar a imagem de que é recebido como igual pelo presidente da maior potência mundial, em um momento em que mantém firme controle sobre o poder, mas enfrenta pressões no cenário doméstico. Contexto: Trump receberá Xi Jinping nos EUA e vai oferecer jantar com CEOs das big techs Trump, por sua vez, concordou em oferecer ao chinês um tratamento semelhante. Segundo um alto funcionário da Casa Branca, o americano quer impressionar Xi e manter estável a relação entre as duas potências às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato. Principais disputas A importância atribuída pelos dois governos à aparência do encontro representa uma mudança em relação às negociações anteriores. Durante décadas, autoridades americanas concentraram esforços na obtenção de resultados concretos, enquanto os líderes chineses davam especial importância ao protocolo, ao prestígio e ao respeito. Desta vez, Trump e Xi compartilham o interesse em garantir uma boa imagem. — As aparências parecem estar sendo priorizadas pelos dois lados, até mesmo acima do conteúdo — disse ao WSJ Daniel Kritenbrink, ex-alto funcionário do Departamento de Estado responsável pelo Leste Asiático e atualmente integrante do Asia Group. Entenda: China e Rússia alertam para militarização do espaço após EUA confirmarem armas em órbita Kritenbrink avalia que há uma estratégia por trás da cortesia adotada por Washington e descreve a abordagem como uma tentativa de Trump “de impor uma espécie de disciplina” a uma relação que muitos de seus próprios assessores prefeririam conduzir de maneira mais combativa. Os preparativos por trás do encontro tiveram participação do embaixador dos EUA na China, David Perdue, e da chefe de Gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, segundo fontes ouvidas pelo jornal americano. Ainda assim, nenhum dos dois líderes está preparado para fazer grandes concessões nas principais disputas que marcam a relação entre Washington e Pequim. Entre elas estão a competição pelo domínio de tecnologias avançadas, especialmente a inteligência artificial, e a disputa cada vez mais ampla por influência geopolítica. Em vez disso, durante a visita, os EUA esperam reafirmar compromissos assumidos pelos dois governos no início deste ano, quando Xi recebeu Trump em Pequim. Uma das prioridades é preservar a trégua tarifária que, desde então, impediu a retomada da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, segundo outro funcionário. Desafios internos Para Xi, a visita também ocorre em meio a desafios internos. A China enfrenta dificuldades econômicas, enquanto o governo conduz um amplo expurgo nos escalões superiores das Forças Armadas e se prepara para reorganizar a liderança no congresso do Partido Comunista no próximo ano. A saúde do líder chinês também se tornou alvo de especulações após sua ausência em um jantar de gala em uma recente viagem à Índia. Entenda: Líder chinês pede que ‘grandes potências’ respeitem a soberania do Oriente Médio durante visita ao Egito Segundo Kritenbrink, uma cúpula na qual Xi seja apresentado como um líder respeitado no exterior poderá repercutir positivamente dentro da China. Os resultados concretos previstos para o encontro, porém, foram limitados. Em uma reunião preparatória realizada no domingo, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, encontraram-se com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng. Bessent classificou como “muito bem-sucedida” a discussão sobre comércio e IA. Greer afirmou que um “Conselho de Comércio” entre Estados Unidos e China, anunciado após o encontro de Trump e Xi em Pequim, já começou a funcionar. Equipes dos dois governos trabalham para facilitar o comércio de produtos considerados menos sensíveis, incluindo bens de consumo e itens de baixa tecnologia chineses, além de energia, produtos agrícolas e, potencialmente, dispositivos médicos americanos. Os dois governos identificaram a agricultura como uma área com potencial para expansão das relações comerciais, ao mesmo tempo em que as questões mais difíceis devem permanecer fora das negociações. Greer afirmou que os controles americanos sobre as exportações de semicondutores, uma das principais ferramentas utilizadas por Washington na competição tecnológica com Pequim, nem sequer estavam na pauta. ‘Segurança da IA’ As discussões sobre inteligência artificial também evidenciam as dificuldades para avançar mesmo em áreas de cooperação limitada. Trump e Xi concordaram em estabelecer algum tipo de diálogo sobre IA durante o encontro realizado em Pequim, mas poucos avanços foram registrados desde então. Análise: Cúpula na Ásia mostra como guerras forçam Irã e Rússia, rivais dos EUA, a girar cada vez mais ao redor da China Bessent e He discutiram a necessidade de uma nova reunião dedicada ao assunto. A criação de um canal permanente, contudo, esbarra nas diferentes interpretações de Washington e Pequim sobre o conceito de “segurança da IA”. Para os EUA, a questão está relacionada à segurança nacional, enquanto, para o governo chinês, o tema também envolve o controle do Partido Comunista sobre informações, dados e discurso. A proposta mais concreta apresentada por Bessent ao representante chinês foi a criação de um sistema de notificações, semelhante a uma linha direta sobre inteligência artificial, que permitiria aos dois governos alertar um ao outro quando determinado incidente atingisse o nível de uma questão de segurança nacional. Algumas das questões consideradas prioritárias por Trump e Xi também estão entre aquelas nas quais o outro lado demonstra menor disposição para fazer concessões. O americano quer que a China, uma das principais fontes de sustentação econômica do Irã, pressione Teerã enquanto o confronto entre Estados Unidos e o país entra em seu sétimo mês. Encontro: Putin anuncia cooperação em IA entre Rússia e China durante cúpula com líderes do Irã e da Índia Xi, por sua vez, deve continuar tentando convencer Trump a manifestar uma oposição mais clara à independência de Taiwan e pressionar Washington a adiar um pacote de armamentos para a ilha que está paralisado há meses. Taiwan é uma democracia autogovernada que Pequim considera parte de seu território. Permanece em aberto se medidas graduais, como o funcionamento do conselho de comércio e o compromisso de continuar as discussões sobre inteligência artificial, resultarão em mudanças mais amplas na relação entre os dois países. — Falar sobre IA, comércio e tecnologia é útil, mas conversa não é uma estratégia nem um resultado — disse Myron Brilliant, ex-alto funcionário da Câmara de Comércio dos EUA. — Colocar a relação em bases mais firmes exige limites mais claros em matéria de segurança nacional, uma gestão de riscos mais robusta e uma estrutura mais estável para a competição.

IndependentGloboSep 24, 02:13 AM
Xi Jinping é recebido por Trump ao chegar aos EUA; entenda por que boas-vindas em aeroporto é tão rara

O presidente da China, Xi Jinping, chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira e foi recebido pessoalmente, com tapete vermelho, pelo seu homólogo americano, Donald Trump, na pista da Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington. O gesto marca o início da visita de Estado de três dias do líder chinês e representa uma rara quebra do protocolo diplomático americano tradicional: é incomum o presidente dos EUA deixar a Casa Branca para receber um chefe de Estado estrangeiro ainda no aeroporto. Contexto: Visita de Xi Jinping a Trump nos EUA passou por semanas de negociações para garantir recepção no mais alto nível diplomático Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países O presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama Melania Trump caminham para cumprimentar o presidente chinês, Xi Jinping, na Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 23 de setembro de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI / AFP A recepção ocorre antes da cerimônia oficial de chegada na Casa Branca, marcada para a quinta-feira. Xi está nos EUA para uma série de encontros com Trump em um momento de fortes disputas entre as duas maiores economias do mundo. Entre os temas esperados para as conversas estão o comércio bilateral, o fluxo de terras raras e outros minerais estratégicos, a inteligência artificial (IA) e a relação entre China e Taiwan. A guerra no Irã também deverá aparecer nas discussões, em razão da importância de Pequim para os mercados de energia e de sua relação com Teerã. Um gesto raro Embora seja comum em muitos países que chefes de Estado recebam pessoalmente seus pares no aeroporto, isso é raro nos EUA. O protocolo americano prevê que líderes estrangeiros sejam recebidos na Base Conjunta Andrews por autoridades diplomáticas e militares e, depois, participem de uma cerimônia oficial na Casa Branca. O presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), cumprimenta o presidente chinês, Xi Jinping, na chegada à Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 23 de setembro de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI / AFP Em geral, é o visitante que se desloca até a residência oficial do presidente americano. A decisão de Trump de esperar Xi na pista, portanto, tem um peso principalmente simbólico: demonstra o nível de importância atribuído à visita do líder chinês, que não ia a Washington para uma visita de Estado havia mais de uma década. Initial plugin text A própria Casa Branca separou a chegada à base militar da cerimônia oficial na quinta-feira. Nesta quarta, Trump recebeu Xi e sua esposa, Peng Liyuan, em Andrews. No dia seguinte, o casal será recebido formalmente por Trump e pela primeira-dama, Melania Trump, em uma cerimônia no gramado sul da Casa Branca, com a participação de 479 militares de diferentes ramos das Forças Armadas americanas. O protocolo excepcional não é inédito em termos absolutos. Presidentes americanos já foram pessoalmente a aeroportos para receber figuras como Papas e, em ocasiões específicas, líderes de aliados históricos. A escolha de Trump, porém, ganha outra dimensão por se tratar do presidente da China, principal rival estratégico dos EUA. Em meio às tensões A demonstração de cortesia ocorre enquanto Washington e Pequim tentam administrar uma relação marcada por disputas comerciais, tecnológicas e de segurança. Militares dos EUA carregam bandeiras dos EUA e da China após o presidente chinês, Xi Jinping, desembarcar na Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 23 de setembro de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI / AFP A visita acontece menos de seis meses depois do encontro anterior entre Trump e Xi, realizado em Pequim, em maio. Na ocasião, ambos os governos buscaram administrar disputas econômicas entre as duas potências. Agora, o objetivo é manter o diálogo enquanto persistem divergências sobre tarifas, tecnologia, segurança e a posição chinesa em relação a Taiwan. Entenda: Cúpula entre Xi e Trump terá a presença de CEOs de Nvidia, OpenAI, Microsoft e Apple A chegada de Xi a Washington também ocorre em um momento em que os dois países tentam preservar uma relação estável apesar da competição estratégica. A China considera as restrições americanas à exportação de tecnologias avançadas uma tentativa de conter seu setor de alta tecnologia, enquanto Washington vê os semicondutores mais avançados como produtos que podem ter aplicações militares. Recepção recíproca? A recepção na pista de Andrews está diretamente relacionada ao tratamento recebido por Trump durante sua visita de Estado à China, em maio deste ano. Em sua chegada a Pequim, o presidente americano foi recebido no aeroporto pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, além de autoridades de política externa e diplomatas. Houve banda militar, guarda de honra, tapete vermelho e jovens chineses com bandeiras dos dois países — uma recepção reforçada em comparação com a visita de Trump em 2017. Membros das Forças Armadas dos EUA preparam-se para a recepção, pelo presidente americano Donald Trump, ao presidente chinês Xi Jinping, por ocasião de sua chegada à Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 23 de setembro de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI / AFP Xi, no entanto, não foi ao aeroporto receber Trump. A cerimônia oficial com o presidente chinês ocorreu no dia seguinte, no Grande Salão do Povo, onde Trump participou de uma recepção formal e de uma revista militar. Por isso, embora a recepção de Trump a Xi possa ser vista como uma demonstração de reciprocidade diplomática, os dois episódios não são exatamente equivalentes. Ao comparecer pessoalmente à Base Conjunta Andrews, porém, Trump oferece a Pequim uma poderosa demonstração visual. O gesto funciona como uma estratégia diplomática para criar boa vontade antes do início das difíceis negociações na Casa Branca. Agenda nos EUA A visita de Estado começou nesta quarta-feira e termina na sexta. Na quinta, Trump e Xi participarão da cerimônia oficial de chegada na Casa Branca, seguida de reuniões bilaterais. O encontro deve concentrar-se nos principais pontos de atrito da relação entre os dois países, além de temas de interesse comum. Uma foto do presidente dos EUA, Donald Trump, e de seu homólogo chinês, Xi Jinping, está exposta na Palm Room da Casa Branca, em Washington, D.C., em 23 de setembro de 2026 ALEX WROBLEWSKI / AFP À noite, Trump e Melania receberão Xi e Peng para um jantar de Estado na Casa Branca. Entre os convidados estão executivos de grandes empresas de tecnologia americanas, incluindo Elon Musk, Jensen Huang, Tim Cook, Sundar Pichai, Jeff Bezos e Sam Altman. Na sexta-feira, o casal presidencial americano receberá Xi e Peng para um chá na Casa Branca. Depois, os dois casais visitarão os Arquivos Nacionais, onde deverão conhecer documentos relacionados à história das relações entre EUA e China. A visita termina após a despedida oficial no local. O encontro entre Trump e Xi será, assim, o ponto central da visita. Além das negociações sobre comércio e tecnologia, os dois líderes terão de administrar questões de segurança que envolvem Taiwan, o Oriente Médio e a crescente competição entre Washington e Pequim.